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#Fluoxetina Dia 3: Its the Opheliac in me

"Take the pill that makes you weaker

Take the pill that makes you sick
Take the pill or you'll be sorry
Take this bloody pill and make it quick"
Emilie Autumn

Quando penso um pouco na minha atual quase dependência de medicação -e, primeiramente, quando o médico me disse que eu precisava da medicação (de seis meses a três anos, foi a previsão inicial) - eu realmente me lembrei dessa música. "Quer dizer que eu preciso tomar essa maldita pilula para continuar sendo eu mesma?" mas quem sou eu durante esses períodos? E por "esses períodos" quero dizer os que a ansiedade me afeta (e claro, sua amiga a depressão, que conheci no começo da adolescência). E, principalmente, nos momentos de crise... quem sou eu? Pra falar a verdade, atualmente, quando estou no nível Very hard ~ Nightmare de ansiedade, é mais ou menos assim:

You no longer rule your body

You no longer own those rights
(...)
Enjoy your stay...
'Cause you can't run away...
(EA)

Eu sei (ou pelo menos acho) que EA estava falando de medicação pesada, do tipo que dão as pessoas em crise quando elas são internadas em hospitais psiquiátricos, não da simples e amena fluoxetina. Mas ainda assim, eu sei que se tivesse recebido o tão prometido diagnóstico de depressão, poderia estar com uma medicação não tão amigável...Então, falando sobre o 3º dia, até agora tem sido bem tranquilo. Eu passei mal no 2º logo depois de tomar um comprimido, mas foi só aquele mal estar por não ter tomado com o omeprazol e nem com a "barriga cheia" e, como meu estômago é bem sensível (lê-se:Fresco) eu sei que isso pode acontecer. Sobre o processo em si, eu não tenho mais unhas e, mal posso esperar para que elas cresçam de novo para eu poder roer tudo de novo XD Eu sei que falo isso e faço parecer brincadeira, mas eu realmente gostaria de ter unhas mais longas e, no atual momento, é terrível ficar acabando com elas. Não é algo que eu faça "consciente", é mais no "automático", quando percebo já estou roendo as unhas. Vou tentar parar, de novo. 



Emilie Autumn


Mudando de assunto, passei os últimos momentos dando uma olhada no Asylum Emporium e encontrei algo bem interessante, é o Album The Opheliac Companion, que fala sobre os backstages da criação das músicas do álbum e do próprio álbum em si e, em Opheliac, EA fala um pouco sobre o significado de Ofélia - a garota suicida e, para quem não sabe sobre Ofélia, ela é a noiva de Hamlet - e sobre "to live or to kill yourself". Para quem leu Hamlet - ou pelo menos está familiariazad@ com a história, sabe que ela termina por se suicidar e, se me lembro bem, afogando-se num lago, por isso e por outros motivos, ela ficou conhecida como um símbolo da histeria feminina e Autumn a chama de "arquétipo" para garotas como ela (Autumn).
Para mim, principalmente durante momentos de depressão, a questão sempre foi "to live or to kill yourself" ao invés do filosófico "to be or not to be".  Até porque, não há muito o que ser em momentos assim. Eu sei que existem doenças piores, mas  a sensação que tenho em momentos de crise é que sou prisioneira da minha própria mente e a tenho como meu maior inimigo. A pior parte é que eu prezo muito minha mente e, ouso dizer, eu gosto de como ela é, gosto de como pensa em várias coisas ao mesmo tempo ou em pouquissimo tempo e questiona várias hipóteses quase sem se confundir, ou seja, eu gosto da minha capacidade de raciocínio e de aprendizagem (já que sou auto-didata quando tenho interesse para ser). Então, antes de entrar no loop infinito sobre o "oque me faz realmente ser eu", vou voltar ao assunto de ser inimigo de si mesmo ou, de ter sua mente como um inimigo. Acho que muitas pessoas que sofrem de males mentais já passaram por isso e, em algum momento, se sentiram encurraladas (isso me parece tão paradoxal), tanto como eu começo a me sentir as vezes, quando me sinto numa agitação que não consigo controlar... enquanto escrevia, minhas unhas diminuiram um pouco mais e eu não gosto disso, também não gosto de ser tão sincera sobre o que sinto aqui na web, mas eu acho que preciso colocar isso pra fora de alguma maneira que não seja na terapia. Nada contra minha cara terapeuta, mas já estou há muitos anos naquele consultório e gostaria de ter alta antes da aposentadoria dela.
Então, a Ofélia em mim está se debatendo bastante enquanto escrevo, principalmente porque aprendi a ser uma pessoa fechada e, falar assim dessas coisas não me agrada nem um pouco. Eu poderia simplesmente apagar o post depois de concluído - coisa que eu já fiz muitas vezes - mas não acho que isso seria justo. O que me lembra, só para finalizar, uma das coisas que admiro na Autumn, é a sua capacidade de transformar sua doença em uma fonte de força. Eu espero conseguir fazer isso algum dia, especialmente porque acho que nunca vou conseguir me livrar disso definitivamente.

"We try to fight this, but we can never win"

#Fluoxetina Dia 01

É, eu finalmente resolvi tomar coragem e (re)começar o tratamento. Antes de prosseguir, quero fazer alguns esclarecimentos, especialmente para quem não conhece a medicação:
Fluoxetina é um medicamento indicado para transtornos de ansiedade (e que também é um anti-depressivo), sua dosagem e posologia variam de acordo com o caso e claro, é um daqueles medicamentos que só podem ser comprados com receita, (o que é um pé no saco as vezes). Eu já ouvi muito que é um dos poucos medicamentos que não causam dependência e que você pode parar e (re)começar quando bem entender, ou puder. Ainda assim, é aconselhável que não fique brincando de parar e continuar, uma vez que demora cerca de uma semana para que possa ter efeito no organismo. Enfim, dito isso sobre a fluox, continuemos.
Então, eu tinha parado de tomar há quase dois meses -que foi quando os comprimidos acabaram e eu fiquei presa pelo problema de precisar de uma receita, mas não ter tido tempo de pegar uma, e então, tive a grande ideia de tentar lidar com minha ansiedade nível very hard ~ nightmare com métodos alternativos. Admito, essa não foi minha melhor ideia... tanto que minhas unhas (que estavam finalmente crescendo) estão minúsculas agora e eu acho que engordei um pouco também. Fora que a dificuldade para me concentrar aumentou também, junto com aqueles tiques chatinhos (como bater o pé ou ficar movimentando os dedos da mão). Eu ainda não tive nenhuma crise, mas não vou querer esperar para ter, então, seguindo os conselhos do meu médico, (re)comecei a medicação hoje. Não estou esperando por nenhum efeito, só estou tentando colocar na cabeça que tenho de tomar o remédio amanhã também (porque eu sempre esqueço de tomar), mas vou mentir se disser que não quero que faça efeito RÁPIDO e que é um tanto torturante saber que esse bendito remédio só faz efeito a partir de uma semana de uso.


Comprimidos de Fluox

Resumindo, mais uma vez está sendo tranquilo - na medida em que encontro algo que consiga ocupar minha mente por muito, muito tempo (e o blogger tem feito isso, já que estive entretida com o html dele), mas eu não sei como será amanhã e, por hoje, estou muito preocupada com uma aula de campo que terei mês que vem, que envolverá dormir com outras pessoas no quarto - o que me faz ter uma insônia terrível! Eu não consigo dormir, nem pregar o olho. Cheguei em casa hoje bem preocupada com isso e, aos poucos, fui conseguindo desapegar graças ao blogger e ao velho lema de Scarlet (E o Vento Levou) de pensar em qualquer coisa no outro dia. Basicamente, o que estou tentando fazer durante esse tempo é pensar nas coisas outro dia, sem deixar que elas me torturem. Eu não sei até que ponto isso é bom ou mal, mas parece melhor que ficar, como dizem, "sofrendo por antecedência".
De novo, até agora, só me resta esperar. É uma situação chata - especialmente porque odeio esperar - mas não tem muito mais que eu possa fazer,tem? Só continuar procurando coisas para me distrair, mas acho que isso é outra história...

Blogger: uma relação de amor e ódio

Faz um tempo que eu penso em começar esse blog, eu sou uma pessoa muito frescurenta e geralmente só começo as coisas quando elas estão exatamente do jeito que eu quero (lê-se: quando estão com layout feito por mim), mas dessa vez, preciso aprender a ter paciência com o blogger. Pra falar a verdade, desde 2005 eu adoro a ideia de ter um blog e foi no ano citado que comecei o meu primeiro. Comecei no UOL, com um layout pré-definido do uol e tudo o mais e, um tempo depois, aprendi com a ajuda de uma amiga (e muita tentativa e erro) quase tudo do que sei de HTML hoje, tanto que consigo fazer lays sem problemas para o bendito do UOL. Mas o Blogger pé outra história, o Blogger sempre foi outra história. Há uns 5,6 anos, era bem mais fácil lidar com o layout do blogger: as particularidades eram poucos e a coisa mais difícil de se fazer era tirar a maldita navbar que ficava ali em cima, sempre. Hoje, está quase um pesadelo. Não que eu não tenha gostado das mudanças, elas foram ótimas - principalmente para quem não entende P.N de HTML & Cia - e até pra facilitar  a vida de quem entende, não tendo mais que ir diretamente ao código para fazer certas alterações. Mas ai é que entra o porém... eu gostei muito dessa nova interface e tudo o mais do blogger, mas está bem mais chatinho de fazer o code, no último layout, eu quase consegui... exceto pelo fato dos gadgets que eu adicionava ficarem sem títulos e ter de reconfigurar o css dos comentários (a última parte é a mais fácil, pra ser sincera, mas a primeira...).
Então, eu acabei percebendo que preciso ter muita, muita paciência e tirar um tempo livre para analisar calmamente essa parte - ou pelo menos tentar entender como funciona, não a parte do css, que eu acho que já entendi boa parte... mas a questão dos comentários e dos gadgets, que tem sido a pedra no meu sapato, literalmente...
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