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Um pouco de Tarja Vermelha


Emilie, minha nova menina

Já fazia um tempo que eu estava esperando a garotinha acima e fiquei muito feliz quando ela veio finalmente ... é uma Icy, um tipo de clone da Blythe, doll da empresa Takara. Eu achava Blythes realmente bizarras no começo, em especial por essa cara com olhos enormes e rosto brilhante, mas depois, quando fui vendo as custom, me acostumei e quis uma também. Como não estava muito certa da minha decisão e eu não ligo muito pras originais - porque tem gente que diz que Blythe tem que ser Takara e tals... - decidi comprar um clone mesmo... até porque, eu tenho planos de customizá-la no futuro (na verdade só tem uma Blythe que eu não customizaria), gosto muito da ideia de customizar, então, quero comprar logo o material também... 
Enfim, esperar por ela me tirou um pouco a calma... especialmente porque eu não gosto do serviço dos correios e sempre fico muito preocupada se minhas encomendas vão chegar e e em tempo hábil... mas enfim, a Emilie finalmente chegou e eu fiquei um pouco mais tranquila, ainda não o suficiente para poder dormir direito - tanto que essa semana tive de recorrer finalmente ao bendito do remédio.

Doces para comemorar a chegada da irmãzinha

Acho que post passado eu mencionei que finalmente fui ao médico para tentar resolver meu problema de insônia terrível... já que bem, eu consigo dormir... mas não consigo me manter assim... não demoro a acordar e não conseguir pegar no sono de novo, isso tem me incomodado demais (é claro que insônia incomoda qualquer um, especialmente quando se tem que acordar muito cedo no dia seguinte).  Então, eu tentei começar a tomar Lioran essa semana e pelo menos ele tem servido pra me manter adormecida até bem perto da hora de acordar... mas fora isso, non. Eu não sei o que está causando esses problemas pra dormir, mas no momento ainda nem sequer consegui marcar uma consulta com o psiquiatra, então só me resta esperar, esperar, esperar e esperar de novo. Por mais angustiante que seja essa situação, não poder saber se quer o que a está causando -se é psicológico, está relacionado com a fluox, psiquiátrico ou sei lá o que - e não ter nada se não um paliativo também é emocionalmente frustrante. E agora, eu tenho que lidar com isso e com oito dias de campo, sendo que eu não gosto muito de ficar cercada de pessoas por muito tempo e detesto ônibus... eu ainda não sei como vou lidar com isso, mas vou ter que descobrir... 


Sing me to Sleep ~


Eu não lembro mais em que dia de Fluoxetina estou, mas acho que devo ter chegado a segunda semana... entre terríveis noites de insônia e mais noites de insônia, acho que as coisas parecem estar melhorando...  embora minhas unhas ainda sofram muito, as vezes eu coma uma besteira ou outra, me sinto um pouco mais 'calma' e isso é bom. Desse jeito, eu sei que posso usar minha inquietação para algo bom e geralmente fotos e costura são meus favoritos. A foto acima, eu tirei quando estava me sentindo um pouco "inquieta" e entediada, sem conseguir me concentrar direito... Ah, a doll acima já tem nome, é Scarllet. Eu ainda estou bolando uma história e tudo o mais para ela, mas sei que ela é muito orgulhosa e mimada, as vezes até egoísta... mas não tenho muita coisa ainda, especialmente porque ainda estou fazendo as roupinhas para ela. E, continuando a conversa sobre dolls, por esses dias, vai chegar a minha Icy (um clone de Blythe), que vai ser a irmã mais nova da Scarllet e será customizada quando eu puder, o nome dela será Emilie. 

Encerrando a conversa sobre dolls -porque se deixar eu falo disso sem parar - e voltando ao título do post. 

Para quem leu 'As Vantagens de ser Invisível' e teve alguma curiosidade pela trilha sonora, vai reconhecer a música: Asleep, do The Smiths. Mas, para o post, eu pensei nos dois covers que eu mais gosto - o da Emilie Autumn e da Emily Browning. O que me fascina com os dois é a maneira distinta que ambas tem de expressar seus sentimentos... e pensar nessa música, me faz lembrar das pessoas que perdi para o que dá pra chamar de inevitável... minha psicóloga diz que eu não lido bem com a perda, eu nunca aprendi a lidar e não sei se um dia vou aprender, especialmente, porque na minha mente - desde a infância - eu não consegui entender, entre outras coisas, nem a ideia de um deus, nem da morte. Eu sempre pendi para a descrença quanto ao primeiro e para o desespero quanto ao outro. Acho que, de novo, meu grande problema deve ser a resignação para aceitar certas coisas, uma delas é a morte, que me fascina e assusta ao mesmo tempo, especialmente porque já perdi meu melhor amigo para ela. Eu o tatuei na perna - porque foi a única maneira de conseguir lidar com isso - mas ainda assim... ainda assim, me falta aceitar tudo o que aconteceu. Eu não sei qual é a razão disso, mas se eu descobrir, talvez lide melhor com algo tãonatural... 

Acho que, no final, é isso que me fascina em histórias de vampiro como as de Lestat e outros personagens de Rice: a possibilidade de se prolongar indefinidamente, vivendo não apenas uma vida, mas várias vidas... acho isso fascinante e, bem, eu não sei se um dia a ciência poderá conceder ao ser humano o dom (ou maldição) da imortalidade, mas seria bom se isso acontecesse (embora Saramago já tenha provada em Intermitências da Morte que não) e, enquanto não acontece, a única maneira que tenho de me prolongar indefinidamente é através de palavras. 




#Fluoxetina Dia 6 - Dolls e Ansiedade


E, já estou bem perto de uma semana tomando o remédio e espero que comece a fazer efeito logo mesmo, porque essas crises e esses momentos estão me tirando do sério... eu perco a paciência muito fácil normalmente e agora tenho aguentado firme para não perder o mínimo de paciência que ainda me resta. Depois do terceiro dia, acabei decidindo tomar o remédio após o jantar... eu não sei se é meu exagero com chá verde (que eu adoro) e com um pouco de café esses dias ou se pode ter algo relacionado ao remédio, mas tenho tido insônia de novo. 
Eu sempre sofri com insônia periodicamente e tê-la de novo justamente quando preciso acordar bem cedo todos os dias não é nem um pouco legal. Pouco antes de dormir, eu tento me concentrar em algo - como leitura - ou um pouco de música para tentar desacelerar e pegar no sono logo, mas nem sempre dá certo... eu não sei se é porque de tanto livro nesse mundo resolvi ler O Vampiro Lestat e a narrativa é simplesmente interessante e envolvente demais pra parar, e por isso não tem ajudado muito. Música também não... nem mesmo os solos de violino da Autumn, ou os instrumentais do Apocalyptica... na verdade, eu tendo a me sentir mais agitada, mais 'viva' quando ouço esse tipo de música. Eu sempre adorei música e, se eu não fosse tão desajeitada, acho que arriscaria uns passos ao som de Florence. Mas, voltando ao ponto, música e leitura não tem ajudado muito... acho que vou tentar ler os textos da faculdade, que tem sido insuportavelmente chatos... deve ter um efeito melhor em mim. Ou isso, ou tento descobrir a causa da insônia ou vou ter de tomar o remédio que a médica passou para eu dormir, e eu não estou nem um pouco a fim de adicionar mais um medicamento pra minha lista. 
Acho que já ficou claro aqui que eu não sou a maior fã de medicamentos, se puder evitá-los, eu vou evitá-los. Talvez porque eles me fazem pensar que estou doente - mentalmente doente- e isso não melhor minha percepção sobre eles nem um pouco. Então, eu vou continuar tentando evitar, nem que tenha que correr 5km por dia para conseguir dormir bem e tentar (de novo) todo tipo de chá calmante em doses cavalares. 


Então, eu acho que, mesmo precisando de um tratamento com comprimidos, eu preciso encontrar um modo de lidar com isso... não só com a insônia, mas com quadro inteiro. Uma das coisas que me ajuda é me distrair costurando, porque é uma atividade que é preciso ter muita calma e um tanto de concentração, especialmente com peças pequenas - como roupas de dolls - se não vai ficar mal feito e essa é a última coisa que quero. E, por falar em dolls, eu finalmente pude me dedicar ao hobby, já que sou apaixonada por BJDs (bonecas articuladas - como essa da foto) há uns 2 ~3 anos. Esse ano ganhei minha primeira pullip, que foi minha mais nova paixão e cuidar dela - fazer roupas, pentear os cabelos, tirar fotos - me ajuda bastante a relaxar. Nas duas fotos, vocês podem ver minha Pullip Merl, eu estou simplesmente apaixonada por ela! Eu adoro essa carinha dela, a maquiagem bem delicada dá uma ideia de uma garota presa entre a menina e a mulher, que é uma das coisas que eu mais adoro nela. 
Recentemente, reservei uma Icy - que é um clone de Blythe - porque me apaixonei por Blythes também e mal posso esperar para tê-la e poder tirar fotos :3 mas o que eu mais quero é customizar, então, mal posso esperar, haha! E ai vem a parte ruim: eu adoro dolls e, por mais que elas me ajudem, eu tenho que tentar ao máximo não ficar ansiosa sobre isso também... especialmente enquanto espero que algo chegue (como a wig -peruca - que comprei e está presa no Rio Grande do Sul, por causa da greve dos correios), e a melhor coisa que posso fazer nesses momentos é dizer pra mim mesma "Pensarei nisso amanhã" como Scarlett O'Hara faz tanto em O Vento Levou. Devo confessar que isso ajuda -e muito - várias vezes, mesmo custando muito esforço pra realmente conseguir pensar no dia seguinte. 

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