Eu não lembro mais em que dia de Fluoxetina estou, mas acho que devo ter chegado a segunda semana... entre terríveis noites de insônia e mais noites de insônia, acho que as coisas parecem estar melhorando... embora minhas unhas ainda sofram muito, as vezes eu coma uma besteira ou outra, me sinto um pouco mais 'calma' e isso é bom. Desse jeito, eu sei que posso usar minha inquietação para algo bom e geralmente fotos e costura são meus favoritos. A foto acima, eu tirei quando estava me sentindo um pouco "inquieta" e entediada, sem conseguir me concentrar direito... Ah, a doll acima já tem nome, é Scarllet. Eu ainda estou bolando uma história e tudo o mais para ela, mas sei que ela é muito orgulhosa e mimada, as vezes até egoísta... mas não tenho muita coisa ainda, especialmente porque ainda estou fazendo as roupinhas para ela. E, continuando a conversa sobre dolls, por esses dias, vai chegar a minha Icy (um clone de Blythe), que vai ser a irmã mais nova da Scarllet e será customizada quando eu puder, o nome dela será Emilie.
Encerrando a conversa sobre dolls -porque se deixar eu falo disso sem parar - e voltando ao título do post.
Para quem leu 'As Vantagens de ser Invisível' e teve alguma curiosidade pela trilha sonora, vai reconhecer a música: Asleep, do The Smiths. Mas, para o post, eu pensei nos dois covers que eu mais gosto - o da Emilie Autumn e da Emily Browning. O que me fascina com os dois é a maneira distinta que ambas tem de expressar seus sentimentos... e pensar nessa música, me faz lembrar das pessoas que perdi para o que dá pra chamar de inevitável... minha psicóloga diz que eu não lido bem com a perda, eu nunca aprendi a lidar e não sei se um dia vou aprender, especialmente, porque na minha mente - desde a infância - eu não consegui entender, entre outras coisas, nem a ideia de um deus, nem da morte. Eu sempre pendi para a descrença quanto ao primeiro e para o desespero quanto ao outro. Acho que, de novo, meu grande problema deve ser a resignação para aceitar certas coisas, uma delas é a morte, que me fascina e assusta ao mesmo tempo, especialmente porque já perdi meu melhor amigo para ela. Eu o tatuei na perna - porque foi a única maneira de conseguir lidar com isso - mas ainda assim... ainda assim, me falta aceitar tudo o que aconteceu. Eu não sei qual é a razão disso, mas se eu descobrir, talvez lide melhor com algo tãonatural...
Acho que, no final, é isso que me fascina em histórias de vampiro como as de Lestat e outros personagens de Rice: a possibilidade de se prolongar indefinidamente, vivendo não apenas uma vida, mas várias vidas... acho isso fascinante e, bem, eu não sei se um dia a ciência poderá conceder ao ser humano o dom (ou maldição) da imortalidade, mas seria bom se isso acontecesse (embora Saramago já tenha provada em Intermitências da Morte que não) e, enquanto não acontece, a única maneira que tenho de me prolongar indefinidamente é através de palavras.
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